PLANO DE EMPRESÁRIOS ENTREGUE A FLÁVIO BOLSONARO PROPÕE APOSENTADORIA AOS 67 ANOS E MUDANÇAS NO BOLSA FAMÍLIA

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recebeu de representantes do setor empresarial um plano econômico que propõe mudanças nas regras da Previdência Social e do Bolsa Família. O documento foi apresentado durante encontro com cerca de 500 empresários realizado no Clube Monte Líbano, em São Paulo.

Batizado de Projeto Brasil de Amanhã, o conjunto de propostas foi entregue ao senador durante o Grande Encontro do Associativismo, realizado no dia 13 de outubro. Entre as principais medidas está a elevação gradual da idade mínima para aposentadoria para 67 anos para homens e mulheres. Atualmente, pelas regras gerais, a idade mínima é de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres. A proposta prevê períodos de transição de quatro anos para homens e dez anos para mulheres.

Outro ponto apresentado pelos empresários é a desvinculação do piso dos benefícios previdenciários do salário mínimo. Atualmente, a Constituição estabelece proteção para que benefícios previdenciários que substituem a renda do trabalhador não tenham valor inferior ao salário mínimo. Uma eventual mudança nessa regra dependeria de alterações na legislação e poderia modificar a forma como os benefícios são reajustados.

O Projeto Brasil de Amanhã também prevê mudanças no Bolsa Família, propondo revisão dos critérios utilizados para concessão e permanência das famílias no programa. Entre as medidas mencionadas estão maior cruzamento de bases de dados, revisões cadastrais e verificações para identificar se os beneficiários continuam atendendo aos requisitos estabelecidos.

‘Tesouraço’ de Flávio Bolsonaro pode eliminar 2,2 milhões de empregos e impactar aposentados.

O ajuste fiscal de cerca de 200 bilhões de reais anunciado pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL), chamado de ‘tesouraço‘, deve trazer efeitos adversos à economia brasileira, sem sequer garantir a estabilização da dívida pública como prometido pelo candidato. Também são esperadas consequências como recessão, aumento do desemprego e aprofundamento da desigualdade social. A projeção consta em um estudo elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a pedido das centrais sindicais.

A simulação considerou um corte de 194 bilhões de reais, equivalente a 1,5% do PIB. Segundo o Dieese, o tesouraço provocaria uma redução estimada de 1,55% no PIB em relação ao cenário sem ajuste, atingindo diretamente o emprego, a renda dos trabalhadores, o consumo das famílias e a atividade econômica. Como consequência são projetados 2,2 milhões de postos de trabalho a menos, perda de 68,7 bilhões de reais na massa salarial e impacto negativo de 203,1 bilhões de reais sobre o PIB já em 2027, primeiro ano de implementação do tesouraço.

Além disso, o Dieese alerta que, para alcançar um corte dessa magnitude, seria necessário atingir algumas das maiores despesas do orçamento federal, como aposentadorias e benefícios sociais. Em distribuição simulada, 51% dos cortes recairiam sobre transferências de renda, incluindo Previdência Social, Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego e abono salarial; Outros 17% atingiriam despesas com pessoal e 32%, as demais despesas públicas. “Isso significa que aposentados, pensionistas, trabalhadores desempregados, pessoas com deficiência, idosos de baixa renda e servidores públicos estariam entre os grupos potencialmente afetados”, destaca o órgão.

Com informações do ICL

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